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Morre a tigresa Laila, de falência renal, aos 21 anos
26/06/2017

Felina, que já sinalizava problemas de saúde nos últimos meses, integrava o programa de reprodução de espécies ameaçadas, do Zoológico de Brasília

Acometida de falência renal, morreu no sábado (24), aos 21 anos, a tigresa Laila, com a qual a Fundação Jardim Zoológico de Brasília trabalhava em seu programa de reprodução de espécies ameaçadas.
 
A tigresa Laila morreu no sábado (24), aos 21 anos.
 
Foto: Andre Borges/Agência Brasília – 2.6.2017
 
A tigresa teve piora no quadro de saúde no mês passado. Na última semana, a situação se agravou e ela não resistiu. O animal viveu sete anos a mais do que a expectativa em vida livre, que é de 14 anos.
 
De acordo com o diretor do Zoológico, Gerson Norberto, o grande felino já sinalizava problemas, o que levou a equipe técnica do órgão a fazer exames extras há cerca de 40 dias.
 
À época, veterinários alteraram a medicação para amenizar o sofrimento e propiciar maior conforto à felina.
 
A fundação tem papel concreto na conservação de espécies. Além de manter geneticamente saudáveis os grupos sob sua guarda, adota medidas para garantir seu bem-estar e reprodução.
 
Laila era a mais temperamental dos três tigres de Bengala nascidos no Zoológico de Brasília
“O Zoo faz pesquisas a respeito das espécies sob seus cuidados, muitas vezes em parceria com instituições nacionais e internacionais e também desenvolve educação ambiental, aumentando a consciência e conhecimento do público sobre os desafios da preservação da fauna silvestre”, frisa Norberto.
 
Além de Laila, a fundação trabalha com os tigres de Bengala Rabisco e Maia. O trio nasceu no próprio Zoológico de Brasília e é a segunda geração dos felinos que vivem sob cuidados do órgão.
 
Eles são filhos dos tigres Hanny e Sultão (já falecidos). De acordo com o tratador, Antônio Paulo Soares, com mais de 30 anos dedicando aos animais, Laila era a mais temperamental.
 
A conservação ex situ, praticada pelo Zoológico de Brasília, destina-se à preservação de fauna fora do seu habitat natural. No caso dos animais, ela visa o desenvolvimento de técnicas de reprodução e manejo em cativeiro.
 
Permite também treinamento de pessoal técnico científico, ampliação dos comitês de manejo das espécies silvestres, estabelecimento e incentivo aos programas de educação ambiental, ações que permitem a manutenção da fauna em longo prazo.
 
“Zoológicos são hoje indispensáveis para salvar a biodiversidade”, diz Norberto. “Nenhum outro lugar tem mais conhecimento do que um zoológico para produzir uma população capaz de sobreviver, a partir de poucos exemplares de uma espécie.”
 
EDIÇÃO: VANNILDO MENDES
Fonte: DA AGÊNCIA BRASÍLIA
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